Condomínios Verdes

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Entrevistamos nossa aluna Luiza Marinho, da 34ª turma do MBE, jornalista especialista em mídias digitais e aluna da Pós- Graduação em Meio Ambiente da COPPE/UFRJ. Responsável pelo Blog Condomínios Verdes, um projeto de sustentabilidade do Secovi Rio, ela fala sobre suas expectativas em relação ao curso.

 

 

1)      Como você tomou conhecimento do MBE COPPE/UFRJ?

Após completar um ano de desenvolvimento e implantação do Blog Condomínios Verdes, uma iniciativa do Secovi Rio – Sindicato da Habitação do RJ – para falar sobre sustentabilidade com os mais de 33 mil condomínios que a entidade representa, senti a necessidade de me aprofundar no assunto, com o qual sempre tive afinidade, e estudar de forma mais específica todas as vertentes que envolvem meio ambiente e sustentabilidade na sociedade atual. Foi então que, navegando pelo LinkedIn, encontrei o MBE COPPE/UFRJ e o depoimento de alguns ex-alunos sobre as disciplinas e temáticas abordadas no curso.

2)   Por que você acredita que uma Pós-Graduação em Meio Ambiente irá ajudar no seu trabalho?

Sempre fui fã de projetos com características sustentáveis. Acho que minha paixão pelo tema esteve o tempo todo ali e, quando iniciei o projeto do Blog Condomínios Verdes, me senti motivada a buscar um aprofundamento para abordar com mais propriedade os diversos desdobramentos da sustentabilidade e seu impacto na sociedade como um todo. Isso envolve questões ambientais, financeiras e sociais. Acredito que a Pós-Graduação em Meio Ambiente vai me ajudar a entender melhor as causas e consequências destas questões ambientais e o seu papel no dia a dia das pessoas.

3)      Qual o atual “estado da arte” nas construções sustentáveis?

Todo mundo já percebeu que não dá mais para não ser sustentável, inclusive o mercado imobiliário. Nos últimos dois anos, os empreendimentos com características de sustentabilidade cresceram muito e hoje representam 21% do total de lançamentos imobiliários. O Brasil ocupa hoje a 3ª posição do ranking dos países com maior número de edifícios certificados pelo selo americano LEED, do Green Building Council, atrás somente de Estados Unidos e China. Esta, que é a certificação para sustentabilidade de maior abrangência no mundo todo, prevê não apenas a redução da emissão de gases de efeito estufa e a economia de recursos na construção civil, mas também se preocupa com questões de acessibilidade, mobilidade, qualidade do ar e tudo o que envolve o bem-estar do usuário de edificações.  Assim, entendo que as grandes empresas já estão se movimentando para um futuro sustentável que precisa encontrar uma sociedade preparada para viver dentro deste novo cenário.

4)      Como o poder público está contribuindo com estas mudanças?

Acredito que o papel do poder público vá um pouco além da criação de leis, fiscalizações e incentivos à preservação ambiental. Evoluímos no que diz respeito à destinação correta de resíduos, por exemplo, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos finalmente caminhando para o seu objetivo de propiciar o aumento da reciclagem e reutilização de resíduos através do fechamento de lixões em todo o Brasil. Mas é preciso ir além. Educar deve ser palavra de ordem quando pensamos em sustentabilidade e preservação do meio ambiente.

5)      Como a sociedade está se adequando a esta nova realidade?

O distanciamento entre as pessoas e a temática da sustentabilidade ainda é muito grande e na maioria das vezes ocorre por puro desconhecimento. De que adianta construirmos prédios verdes se não educamos seus usuários a utilizarem essa infraestrutura a favor da sustentabilidade? Para que possamos de fato evoluir é preciso uma mudança de cultura, de hábitos de consumo e convivência entre as pessoas. Educação é fundamental para alcançarmos uma posição madura em relação à sustentabilidade. Estados Unidos e Europa já estiveram na posição em que estamos hoje e seus líderes afirmam que somente uma nova forma de pensar e agir traz a maturidade necessária para renovar os hábitos culturais de uma sociedade. Uma vez ouvi o CEO da Natura falar que a sustentabilidade não pode mais ser pensada como pedágio e sim como fonte de inspiração. E acredito que é bem por aí.

Confira Luiza Marinho no MBE Networking.

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